Esse aí de pinguim sou eu.
Se não me conhece, muito prazer. Eu sou o Igor, tenho 22 anos e moro na terra da garoa. Curto balada mas prefiro um lugar sossegado com bons amigos.
Adoro cinema e artes, estudo música, fotografia, e publicidade. Um dia ainda ganho dinheiro com essas coisas!
Por equanto só me rendem alguns assuntos por aqui, mas continuo porque acredito que tudo que a gente aprende, um dia será útil. Até mesmo escrever em blogs.
Sejam bem vindos.

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No gogó!
 
Falaí!: Terça-feira, Março 30, 2004  
HAPPY HOUR .



Não gosto de usar termos em inglês , mas enfim.

Depois de um evento num hotel, estava passando pelo corredor e não resisti ao ver um Fritz Dubbert dando sopa. Ai resolvi dar uma canja.
No fim saímos com dor de barriga de tanto rir. Tudo porque o Nivaldo, um colega nosso, assumiu o vocal numa performance memorável e um inglês 'embromation' único. Pra quem gosta de uma bagunça, foi um prato cheio.

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Mudando de assunto, quero declarar o meu amor pela língua portuguesa, uma das únicas línguas em que existem palavras especificas, que definem com exatidão o que você quer. Quer falar sobre o peido quente e o peido frio? Existe uma definição para cada. Contamos com 450.000 verbetes, dez vezes mais que o inglês. E mesmo assim, não achei uma expressão exata para substituir 'happy hour'. Falta de uso?

Exorcisem a cultura norte-americana, por favor. Aproveitem que agora está na moda. Sejam brasileiros de Pindamonhangaba, Itaquera, Itaberaba. Este aqui é um sítio da rede mundial de computadores. E o ¿mouse¿? Nem sequer tivemos o trabalho de dar um nome. Pelo menos eu nunca ouvi. Então lá vai: chamem de ratinho. Que tal?

Lembrei de uma poesia musicada do Caetano Veloso, umas das tops.. ha-ham uma das melhores letras que eu já ouvi, pra não dizer a melhor.

Lingua

Gosto de sentir a minha língua roçar
A língua de Luís de Camões
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar
A criar confusões de prosódia
Em uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa
E sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade

E quem há de negar que esta lhe é superior?

E deixa os portugais morrerem à míngua
Minha pátria é minha língua
Fala Mangueira
Fala!

Flor do Lácio Sambódromo
Lusamérica latim em pó

O que quer
o que pode
Esta língua

Vamos atentar para a sintaxe paulista
E o falso inglês relax dos surfistas
Sejamos imperialistas
Cadê? Sejamos imperialistas
Vamos na velô da dicção choo de Carmem Miranda
E que o Chico Buarque de Hollanda resgate
E Xeque-mate, explique-nos Luanda
Ouçamos com atenção os deles e os delas da TV Globo
Sejamos o lobo do lobo do homem

Adoro nomes
Nomes em Ã
De coisa como rã e ímã...
Nomes de nomes como Scarlet Moon Chevalier
Glauco Mattoso e Arrigo Barnabé, Maria da Fé
Incrível
É melhor fazer uma canção
Está provado que só é possível filosofar em alemão
Se você tem uma idéia incrível
É melhor fazer uma canção
Está provado que só é possível
Filosofar em alemão
Blitz quer dizer corisco
Hollywood quer dizer Azevedo
E o recôncavo, e o recôncavo, e o recôncavo
Meu medo!
A língua é minha Pátria
E eu não tenho Pátria: tenho mátria
Eu quero frátria

Poesia concreta e prosa caótica
Ótica futura
Samba-rap, chic-left com banana
Será que ele está no Pão de Açúcar
Tá craude brô, você e tu lhe amo
Qué que'u faço, nego?
Bote ligeiro
Nós canto falamos como quem inveja negros
Que sofrem horrores no Gueto do Harlem
Livros, discos, vídeos à mancheia
E deixa que digam, que pensem, que falem.

11:41 AM

Falaí!: Segunda-feira, Março 22, 2004  
Sinais de vida

Oi pessoal, essas semanas eu nao parei no escritório, e também estou sem tempo ( e sem idéia ) para me dedicar ao blog.
Mas voltei, tinha até algumas teias aqui, nada que um alcool não resolve.



Tudo culpa da mardita


Vocês vejam o mal que a bebida faz. Um grupo de delinqüentes invadiu um armazém na Índia e se esbaldou em dezenas de litros de pinga. Até aí não seria nenhuma novidade se os tais delinqüentes não fossem elefantes. Não, não era um grupo de adolescentes obesos. A turminha da pesada era mesmo de elefantes que adoram água que passarinho não bebe. Bêbados que nem gambás, eles saíram do armazém trançando as pernas e as trombas, derrubando tudo o que viam pela frente multiplicado por três. Seis pessoas morreram e várias ficaram feridas nessa noitada. A manada de biriteiros acabou cansando e terminaram a madrugada deitados na sarjeta com vários cachorros lambendo suas presas.

Apesar de sua propalada memória, no dia seguinte, numa ressaca colossal, os elefantes acordaram e se comportaram normalmente. Aparentemente eles esqueceram o que fizeram na noite anterior. Muito conveniente. O pior não foi isso. A bebedeira deixou os elefantes brancos e com um bafo que não era brincadeira. Só aí já devem ter morrido mais umas duas ou três pessoas.

Não se sabe ainda a razão deste porre paquidérmico, mas psicólogos de animais acreditam que os elefantes estavam estressados com o excesso de trabalho, tendo de matar um leão por dia. Sem contar que já não agüentavam mais as constantes cobranças das elefantas em suas orelhas. Imagine o quanto não cabe de reclamação ali.

por Henrique "Carneiro" Szklo.

2:37 PM

Falaí!: Terça-feira, Março 09, 2004  


Vocês devem ter reparado que eu venho escrevendo mais ao invés de lotar o site de figuras, mas dessa vez coloquei uma, só pra não ficar monótono visualmente. Afinal, isso aqui não é a bíblia.

Fico enrolando aqui no escritório, escrevendo minhas besteiras, aliás, ultimamente não perco uma oportunidade de fazer nada, estou viciado. É no trabalho, é na faculdade, tenho que parar com isso, estou me tornando um coçahólic.

Bom, pelo menos estou escrevendo no blog, mesmo que seja tão proveitoso quanto fazer careta pra cego ( isso é realmente inútil ), eu o faço com o intuito de treinar meu português, e entreter os visitantes. Espero eu que esteja conseguindo. Estou? Eu adoro humor, sou bem humorado, às vezes até engraçado, mas passar esse espírito para o ¿papel¿, com a naturalidade que acontece pessoalmente é mais difícil.

E é só isso. No mais, estou indo embora. O único fato dessa semana que merece ser mencionado, é que eu dei o nome pra cachorrinha de uma colega minha.

Batizei-a de Gisele. Até ai nada de mais se a filhotinha não fosse uma Pintcher, e a dona não fosse, tipo assim: fashion. É uma graça, ela e a Gisele Pintcher, sua cachorrinha.

Só me estendendo um pouco mais, essa foi a segunda vez que isso acontece, a primeira foi para um papagaio de um amigo que estava no auge da rebeldia adolescente, era contra os costumes impostos pela sociedade, usava uma camisa do Che Guevara, que aliás é um dos artigos mais capitalistas que eu conheço, vende como água, todo anti-capitalista compra uma.

Mas como eu ia dizendo, dei o nome à ave de Moreno. É lógico que o papagaio dele não poderia ser chamado de Louro só porque o sistema diz assim. Ele adorou. Dá o pé Moreno! E fala louro para você ver.

Agora sim, por hoje é só.

Igor Graciano
igorgrac@yahoo.com

3:09 PM

Falaí!: Segunda-feira, Março 01, 2004  
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CARNAVAL SEM AVAL PARA A CARNE

Meu carnaval foi romântico, comportado, ensolarado e muito divertido.
Malas prontas, acordamos de madrugada com remela e brilho nos olhos, prontos para o carnaval. Cinco pessoas enlatadas no carro, saímos cantantes e contentes para 700km de viagem, que valeria cada centímetro, afinal não é todo dia que se vai à Florianópolis.

Ladeira a baixo, ladeira acima, o transito trava a alguns kilômetros de Sampa. Daí, pra desestressar, eu resolvi experimentar: a primeira vez foi só um pouquinho, fiquei atento com os outros carros e com a polícia, depois foi aumentando, se tornou incontrolável, não conseguia mais ficar sem me aventurar pelo acostamento, se eu visse uma luz de freio já entrava em crise de abstinência, sedento por acostamento, até uma estrada inacabada agente usou. Fundo do poço.

E foi aí que tivemos o primeiro fato curioso que rendeu horas de comentários:



NOIS ENTORTA MAIS NÂO CAI!!!

O ¿tiozinho do Uno¿ passou por mim, foi a primeira vez que o segui. Então foi acostamento, contra-mão, fila dupla até que ele se rendeu à cidadania. Passei o Tio, e continuei usando toda a minha habilidade de ásno volante toda vez que tinha oportunidade, e foi aí que o milagre aconteceu: corri, avancei dezenas de carros parados e voltei à fila, logo atrás do adesivo ¿Nois entorta mais não cai!!!¿ colado no Uno do tio.

Novamente, ultrapasso, disparo, volto e percebo que estou a três carros atrás do mestre. Como ele faz isso? É alma? Tenho medo de alma. Ou será que saíram vários tiozinhos com o carro igual? Não sei. Isso aconteceu mais duas vazes até que novamente tomamos a dianteira e passamos a seguir uns carros que cortavam por uma estrada não acabada. Após uns kilômetros vejo os carros que estavam à frente voltando (a pista acabou), fui o primeiro do comboio a virar na ultima saída para a pista on-road e congestionada.

Observo vários carros que estavam a frente voltando, e um tempo depois o bandeirante pioneiro. Quem era? Quem era? Pois é, Vossa majestade o Tio do Uno.

Fiz questão de esperá-lo e estender o tapete para que me passasse, e assim ficasse à frente de todo mundo de novo.

The car. The legend




O PROBLEMA DO CÚ CASEIRO

Finalmente chegamos! Ufa! Que alívio. Bem, nem pra todo mundo, eu não sei que raio de revertério acontece, mas tem gente que simplesmente não vai ao banheiro quando viaja. Entra em greve, fica tímido, aquela expressão ¿olho do cú¿ ganha vida, ele olha pra privada e diz: Opa! Aqui não! ´Tá pensando que eu sou desses que vão com qualquer uma na primeira vez?¿ O sol intenso, a natureza nos presenteando e a pessoa chega a uma situação que tudo que ela quer é a intima, aconchegante, confidente e privada, privada da sua casa.

O tempo passa e nada, vamos lá! Concentração. Está quase. Aí, alguém chama seu nome. Pronto, se escondeu de novo, que tortura meu Deus. Quando isso vai acabar? Eu não tenho esse problema, e não vou revelar a identidade do folião, mas podem ficar despreocupados, antes que explodisse, tudo voltou ao normal.

Por que isso acontece?



PELÉ OU MARADONA

Você já teve vontade de pronunciar sua opinião, mas o máximo que consegue é fazer discursos moralistas enquanto assiste ao Big Brother 25. Eu também, mas nessa viagem eu tive uma realização:

Estávamos O Neto, a Térike, a Isa e eu curtindo o pôr-do-sol na praia quando aparece um argentino muito bacana (devia ter alguma avó brasileira, não é possível) sentou-se próximo, e nós, num ato diplomático internacional, puxamos assunto com o hermano. Pero que si, pero que no, eu lembrei desse meu desejo enrustido e falei:

- Não há como você discordar que o Pelé é bem melhor que o Maradona.

- Pra você é. Dieguito teve problemas com drogas, pero és bien mejor com la pelota.

Como é bom ser Pentacampeão nessas horas, um argentino original, se é que posso dizer assim, ali, de verdade para eu tirar um sarro. Exerci meu patriotismo com fervor.


MULHERES DE BIQUÍNI

Vetado.

4:55 PM

 
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