Esse aí de pinguim sou eu.
Se não me conhece, muito prazer. Eu sou o Igor, tenho 22 anos e moro na terra da garoa. Curto balada mas prefiro um lugar sossegado com bons amigos.
Adoro cinema e artes, estudo música, fotografia, e publicidade. Um dia ainda ganho dinheiro com essas coisas!
Por equanto só me rendem alguns assuntos por aqui, mas continuo porque acredito que tudo que a gente aprende, um dia será útil. Até mesmo escrever em blogs.
Sejam bem vindos.

Blogs que eu visito
.
BANHERO DEL HOLTZ

LIGA DO COLIN

BLOG DA LIVIA

SAKANA

CLAUDINHA
.


























 
Archives
<< current













 
This is where you stick random tidbits of information about yourself.



























No gogó!
 
Falaí!: Segunda-feira, Abril 12, 2004  
Esta ai o Capitulo II, coloquei atrasado mais tudo bem.

Esse foi escrito pelo Neto do banherodelholtz

Não se esqueça de votar no seu ídolo.


ISSO É SUMPAULO!

Ainda no barulhento e apertado caminhão, enquanto via a fazenda sumindo ao horizonte Silvino se amargurava mais e mais, havia um nó na garganta, tanto por ter deixado para trás sua amada, quanto por ter fugido do Jagunço e ter abandonado sua macheza, sempre investida em todo aquele pêlo.
Alguns dias de viagem e Silvino vê, pela primeira vez em toda sua humilde existência, uma cidade grande, muito maior que sua plantação de bananas. Não conseguia acreditar no que via, todos aqueles carros e prédios enormes.

- Isso é Sumpaulo...

Agora o robusto o rústico Silvino estava sem dinheiro, sem casa, sem ninguém e, o pior, sem banana. Lembrava das novelas da globo onde via, todo dia às dez horas, os pobres, em São Paulo, terem uma casa, televisão e tomar cerveja todo dia depois do trabalho, isso o acalmava. O Jovem enamorado tinha se incumbido de guardar algum dinheiro para presentear sua amada com uma compota de doce de abóbora e, como que por obra do divino, esse dinheiro estava com ele. Treze reais ao total, era isso que tinha em mãos, estava com fome e sem abrigo, e decidiu que havia de procurar um trabalho, mas o que faria? Sabia somente cultivar bananas, vender bananas e comer bananas. Após algumas horas de andança se deparou com uma feira livre, seu estomago roncava e sem pensar correu até uma barraquinha e comprou uma dúzia de bananas e as devorou ali mesmo. Pelo gosto, textura da casca e tamanho da semente Silvino explicou para o vendedor onde era cultivada, a quantidade de agrotóxicos e a marca do caminhão que havia transportado aquelas bananas. O vendedor, Juca, ficou espantado com o peludo rapaz que sabia tudo sobre aquele fruto, e a proposta veio:

- Meu, se num qué trampá aqui comigo, mano?

- ``Trampá ´´? Que diacho é isso? Ah... trabalhar! Lógico que quero!

Agora Silvino tinha emprego, e morava em um quartinho nos fundos da casa de Juca, que era marido de Frederica (carinhosamente chamada de Kika) e pai de Luiz Manoel, um garoto forte de dezesseis anos e Rita, uma bela morena que trabalhava como costureira com a mãe e desfilava pela Rosas de Ouro todo carnaval. Silvino fez carreira naquela feira, ele estava para as bananas assim como Vando estava para as calcinhas, e isso causava inveja nos outros feirantes.
Foi assim durante meses, Silvino só pensava em voltar para a fazenda e retomar o que era seu, e não percebia Ritinha se apaixonar por aquela mono-sobrancelha que já havia abalado muitos corações. Em uma noite quente Ritinha visitou seu quarto, e Silvino não negou fogo. Isso se repetiu muitas vezes longe dos olhos e do conhecimento do resto da família de Juca. Mas o que o infeliz feirante não sabia é que Ritinha também era comprometida. Nenê, seu namorado, era um bandido de terceira naquela área, roubava toca-fitas e assaltava postos de gasolina, mas tinha uma arma e muito ``Sangue no zóio´´, como ele mesmo dizia.
Silvino queria mais, ele pensava no dia de sua volta, no dia em que rasgaria o bucho daquele jagunço fiduma égua com sua pecheira de colher banana e teria de volta sua namorada. Mas isso demoraria um pouco, mal sabia Silvino que enquanto devaneava em sua barraca de feira Ritinha estava tendo uma briga com Nenê, onde, em um momento de raiva, contou tudo sobre seu adultério com o feirante peludo. Depois descer porrada na namorada o bandido foi babando pra feira.
Silvino estava imaginado sua volta triunfante, com o dinheiro que havia arrecadado nesses 4 meses de trabalho, quando seu Juca correndo e ofegante veio lhe trazer a notícia de que Nenê estava a sua procura. Nenê não conhecia Silvino, mas ouvia todos falando sobre o feirante peludo, feirante de uma sobrancelha só, feirante urso, etc, e decidira passar fogo em todo feirante que tivesse um carpete colado no peito. O valente Silvino não pensou duas vezes e saiu correndo, realmente o cagaço devia estar em seu sangue, entrou no primeiro barbeiro que encontrou e mandou tosar todo seu corpo cabeludo, e ¿fazer¿ sua sobrancelha. Silvino saiu da barbearia sentindo-se pelado e nem percebeu Nenê passar do seu lado a procura de seu antigo ¿eu¿. Lá estava Silvino, tinha fugido de novo, e por causa de uma mulher de novo, e agora estava sem sua expeça e negra pelugem, realmente coragem não era seu forte.


9:24 AM

Falaí!: Segunda-feira, Abril 05, 2004  
.
PARTICIPE DO DESAFIO!




Veja as regras, leia a hitória e vote no seu ídolo!


A VIDA DE SILVINO
Capitulo I

BANANAS E PESTANAS

Silvino era o décimo quarto filho de Inês e Seu Josivaldo, que era mais conhecido como Lobisomem, devido à quantidade de pêlos espalhados por todo o corpo e sua monocelha densa, que lhe dava um aspecto rústico e mal humorado. Mas não tão mal humorado quanto ele realmente era.

Certamente Dna. Inês amava todos os seus quatorze filhos: Josivaldo Jr, Josian, Josenildo, Jossoares, Josiédson, Josete ( a única filha menina moça ), Josimar, Josivan, Josiélvis, Josidez, Josionze, Josidoze, Jositreze ( este não teve muita sorte, coitado, foi sacrificado num ritual. Crença do povoado, fazer o que?), e por último Silvino, o predileto.

¿Silvino é diferente¿ afirmava a inesquecível Dna Inês.

Inexplicável, mas o fato era que o garoto realmente se destacava na ninhada. Principalmente a sua habilidade com as mulheres, que ficavam loucas com seu jeito meio homem, meio animal, herdado do seu pai.

Silvino cresceu numa fazenda produtora de bananas, todos os dias carregava bananas, comia bananas, descascava bananas, sonhava com bananas. Assim como todos da fazenda, tinham as bananas como o seu ganha-pão, mas para a tristeza dos trabalhadores, a ordem superior era que o pão também fosse substituído por bananas.

Era uma fazenda gigantesca, sem fim, daquelas que parecem um estado independente, com justiça competente, e tudo mais. Tinha até uma moeda própria: eram as bananas, é claro. Imagina só a inflação que não era aquele lugar? O dinheiro perecia na mão.

O drama de Silvino começou quando ele conheceu a linda Rosimary, que ficou encantada com a pestana do rapaz. Dizia ela para ele em seus momentos românticos: Bobinho, eu tenho mais sobrancelha que você. É. Eu tenho duas, você tem uma só.

Foi uma linda paixão, até ser descoberta pelo seu Carmo, pai de Rosimary. Foi o que deixou, dessa vez, seu Carmo muito bravo, irreconhecível. Onde já se viu? Um banana daqueles desonrar minha filha. Mas o verdadeiro motivo da fúria foi o fim dos planos de casar a filha com um Jagunço, afilhado do Coroné.

Foi um bananal, o jagunço, casca grossa, jurou Silvino de morte, dizendo ao pai de Rosimary:

- O senhor fique carmo aí, que eu resorvo esse assunto.

Não tinha maracujina que desse jeito, Silvino agora tinha um abacaxi que nunca vira antes. O cabra foi imediatamente com sua espingarda para casa de Seu Josivaldo, por quem ele tinha muito respeito e consideração, por isso, antes de atirar, primeiro quis avisar e esclarecer o motivo qual seu filho morreria. Para não haver confusões.

Enquanto isso, Silvino, macaco velho, sumiu entre as bananas, seguido pelos tiros. Seu Josivaldo ao ver sua mulher desesperada, sem entender o que acontecia tentou consolá-la:

- Não adianta, agora Inês é morta.

Isso embananou mais ainda a cabeça da mulher, que afirmava estar ilesa.

Silvino fugiu da fazenda num caminhão que carregava para São Paulo. Com os olhos cheios d¿água, recordou-se de toda sua vida árdua com as bananas, sua infância pobre, recordou-se dos poucos e eternos momentos com Rosmary, e da fúria do destino que arrancou a felicidade de viver um amor.

Na estrada, Silvino profetizou:

Eu vou. Mas eu voltarei. E quando eu voltar, isso aqui tudinho haverá de ser meu.

por Igor Graciano

9:40 AM

 
This page is powered by Blogger.