Esse aí de pinguim sou eu.
Se não me conhece, muito prazer. Eu sou o Igor, tenho 22 anos e moro na terra da garoa. Curto balada mas prefiro um lugar sossegado com bons amigos.
Adoro cinema e artes, estudo música, fotografia, e publicidade. Um dia ainda ganho dinheiro com essas coisas!
Por equanto só me rendem alguns assuntos por aqui, mas continuo porque acredito que tudo que a gente aprende, um dia será útil. Até mesmo escrever em blogs.
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"Ninguem lê hoje em dia." Blog dos analfabetos
 
Falaí!: Quarta-feira, Maio 26, 2004  
Silvino

Capítulo V: MENOS CONFUSO, MAIS IDIOTA.

por: Igor

Mesmo acostumado com as câmeras, Silvino ficou perplexo com a cagada, parecia um peixe fora d¿água, principalmente por causa do cheiro. Ele foi tomado por alucinações e tormentos. Será que aquilo realmente estava acontecendo? Será que eu realmente caguei no ar? Aquelas duas ali, são realmente aquelas duas ali? E eu? Será que eu existo, ou sou fruto da minha imaginação?

De repente, sua amante e produtora do programa entra em cena perguntando quem eram aquelas duas ali. O aroma chega na platéia. A Bananete não consegue segurar a gargalhada.

Todo peso caiu sobre as costas do Silvino. Mas isso não significava nada, triste mesmo era o peso que caiu sobre a cueca do coitado. Onde está o Jagunço quando se precisa dele? Ai, como ele seria bem-vindo nessa hora. Veio me matar? Por favor, o prazer é todo meu.

Nenhuma saída lhe passava pela cabeça, a expectativa aumentava, a audiência aumentava. No auge dessa agonia, Silvino começa a chorar. Isso mesmo! Ingênuo como uma criança. Simplesmente se desfez em prantos e saiu do palco manquitolando e deixando rastros. Cena lastimável.

A platéia foi ao delírio. A audiência foi ao delírio. Os patrocinadores foram ao delírio. As três mulheres também foram ao delírio. Até o Silvino foi ao delírio. Empolgou-se com tanta euforia e esqueceu-se de tudo por um segundo.

Quando a bosta na bunda virou refresco, uma profunda depressão o abateu. Nunca mais teria coragem de aparecer na televisão. Era um homem derrotado, humilhado. Estava na merda.

Será que sua carreira teria esse fim precoce? Pensou até em voltar a carregar bananas. Rosimary e Ritinha cobravam-lhe pensão. A produtora que fabricou sua carreira, tomada pelo ciúme, agora queria sua demissão. É claro que ela é quem foi demitida por isso. Papéis Higiênicos Personal, o principal anunciante do programa, se propôs a limpar a bunda e a imagem do nosso apresentador.

Os dias seguiram e Silvino alimentava seu complexo de inferioridade. Seu complexo era tão grande, mas tão grande, que, provavelmente, era o menor do mundo.

Ele se recusou a apresentar os programas seguintes. A emissora passava reprises. Ou melhor: a reprise. Daquele dia precisamente. Conseguiram até um ângulo por trás, que capturou a hora em que o monte se formou na bunda astro. Tinha tira-teima, comentarista e tudo.

- Olha lá, na hora do lançamento ele não estava impedido!

Nas horas difíceis é que o diabo atenta. Essa foi a hora que a Banenete encontrou para se aproximar do galã. Nesse momento complicado da vida de Silvino, ele se rende a uma "saída fácil" oferecida pela Enfeite de palco.

Experimentar Heroína.

9:04 AM

Falaí!: Quinta-feira, Maio 20, 2004  
Capítulo IV

SILVINO: REFERÊNCIA NACIONAL, LÁ NO NORDESTE

Ari Holtz Neto

E lá estava Silvino no meio daquele triangulo, que de amoroso não tinha nada, confuso por não saber se morreria a tiros ou a facadas. De repente Nenê, completamente mamado grita:
- Silvino, seu FDP, agora se encontrou seu fim mano!!
E despejou dois tiros que eram para ir na direção de Silvino, se Nenê não tivesse mais bêbado que Zeca Pagodinho de sábado a noite.
Isso despertou o Jagunço caído no chão que logo gritou:
- Se acha que vou deixar um moleque da cabo do meu tento? Pegue sua pexeira... vamo resolver isso na faca!!
Muitos são os boatos sobra aquela épica luta, Jagunço com sua pexeira e Nenê com um canivete. E voraz o ataque veio, e o sangue de Nenê banhou o asfalto da cidade da garoa.
De todos os boatos, só existe uma unanimidade: Silvino correu como poucos, assim que a luta começou. E assim salvou sua carcaça peluda de virar um tapete na casa do Jagunço, que agora percorria São Paulo atrás do galã peludo que encantava as mulheres por onde passava.
Sedutor como nunca, e agora perdendo o sotaque do Norte, Silvino seduz uma mulher de idade, uns 45 anos, que era uma rica produtora da TV Diário. Ela produz um programa de auditório em São Paulo que é exibido para todo o Nordeste, mas o Programa vai de mal a pior, a audiência já não é la essas coisas, mas o Produtora tem uma grande idéia:
Colocar Silvino para apresenta-lo. E assim aconteceu, primeiro nosso herói tomou um banho de loja, depois adotou um sobrenome de impacto e até fez um curso de primeiro e segundo grau pelo telecurso 2000 e um curso de jornalismo por correspondência pelo Instituto Universal.
E estava no ar o ¿Programa Silvino Ronaldo¿, de segunda a sexta às 21:00, logo após a novela ¿Amor de Calango¿. Com as atrações: ¿Princesinha do Nordeste¿, a escolha da ¿Tigreza do Silvino¿ e, lógico, o ¿Show de calouros¿.
Silvino galgava um a um os degraus do sucesso e seu primeiro programa já contava com a participação de Carla Perez, as filhas da Gretchen, Ronny Von e Maguila. E Silvino fez fama e dinheiro, com suas ajudantes de palco seminuas ele pregava a sua ideologia: ¿Audiência sim, mas sem apelação!¿ e completava: ¿Isso aqui é um programa para família!¿.



Sempre com seu sorriso maroto, o nosso molecote peludo preferido arrebentava o coração de suas fãs com suas frases de efeito e seus pensamentos que pareciam fundamentados nas composições de Mc Serginho. Isso deixava o Jagunço, com muita inveja e raiva. O Nordestino de neandertal só pensava em matar, pilhar e destruir.
Silvino sobe ao palco no seu programa número 50, ao vivo, no auge do sucesso, extrovertido e serelepe quando olha para a primeira fila da platéia e quem vê?
Rosimary com um filho nos braços, o garoto era impressionantemente peludo, tinha bigode, costeleta e pelos nas costas. Rosimary estava sentada ao lado de Ritinha, que estava, com certeza, prenha.
Silvino não sabia o que fazer, estava desesperado, seu império estava prestes a cair. A Produtora que o adotara assistia a tudo dos bastidores, quando de repente Silvino sente algo estranho no estomago, que desce pelo intestino e acaba no orifício terminal de seu reto, literalmente se cagando de medo Silvino enche as fraldas, ao vivo e em rede estadual.

9:15 AM

Falaí!: Sexta-feira, Maio 07, 2004  
Capitulo III

DOIS PENTELHOS E UMA SOBRANCELHA

Por Igor

Na fazenda das Bananas, ficaram muito tempo sem notícias do seu Josivaldo, pai de Silvino, e o Jagunçocascgrossa desde eles entraram na mata atrás do Monocelha. Eles estavam perdidos. Para encontrá-los as autoridades foram chamadas. O problema é que a polícia também se perdeu.

Então foi a vez de Dona Inês, carregando um pau de macarrão, era a última esperança de resolver o assunto, pois ela sempre achava seu marido quando ele não voltava cedo para casa. Um faro impressionante. Coisa de mulher.

Os irmãos de Silvino e os seus cachorros aguardavam a dona da casa ansiosamente balançando seus rabos. Os cachorros, não os irmãos. Enquanto Inês não voltava, eles eram maltratados e comiam ração de quinta categoria. Os irmãos, não os cachorros.

Algum tempo depois o resgate foi efetuado, em meio às bananas, a Dona volta para casa arrastando os marmanjos. Todos ficaram felizes. Os irmãos e os cachorros. A alegria aumentou ainda mais quando um deles ¿ dos irmãos ¿ trouxe uma carta com as primeiras notícias do Silvino de Sampa. Ou melhor, todos, menos o Jagunçocascagrossa, que não gostou nem um cadim. Ficou mais fulo que o King Kong. Até ai, nada de novo, essa era sua única reação em todas as situações.

Mas não lhe cabia na cabeça ¿ para se ter uma idéia do tamanho da encrenca, hein! ¿ a possibilidade de o tal Nenê fazer o serviço que pertencia a ele. Cada macaco no seu galho, pô! No ímpeto de defender seus direitos subiu num pau-de-arara que também vinha para São Paulo. Dessa vez, além do escalpo de pestana, também queria o couro do matador intrometido.

Mas Nenê, que nunca teve medo de careta, jamais fugiria à brincadeira. Mais cedo ou mais tarde o Bicho Papão vai pegar.

Dias mais tarde, e após a humilhante depilação, que contrariou todos os seus princípios morais e a honra dos seus antepassados, inclusive os mais próximos dos macacos, os pêlos do Silvino já ganhavam seu tamanho original, além de tudo, não adiantou nada.

Certa noite, entre os becos vazios, o inevitável aconteceu: Silvino topa com seu desafeto. Os dois bêbados, manguaçados, vindos do forró. Nosso herói com marcas de batom pelo corpo. Ficaram parados sabe-se lá quanto tempo até conseguirem esboçar uma reação.

Nenê saca a arma. Um terceiro homem, ao tentar impedir o crime tropeça na própria sombra de tanta cachaça e derruba os dois. Silvino olha para o sujeito, e tem uma surpresa:

Era o Jagunço!


11:09 AM

 
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