Esse aí de pinguim sou eu.
Se não me conhece, muito prazer. Eu sou o Igor, tenho 22 anos e moro na terra da garoa. Curto balada mas prefiro um lugar sossegado com bons amigos.
Adoro cinema e artes, estudo música, fotografia, e publicidade. Um dia ainda ganho dinheiro com essas coisas!
Por equanto só me rendem alguns assuntos por aqui, mas continuo porque acredito que tudo que a gente aprende, um dia será útil. Até mesmo escrever em blogs.
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Ninguém lê hoje em dia.
Concluiu o congresso dos analfabetos.
 
Falaí!: Segunda-feira, Julho 12, 2004  
TESTE DE FATALIDADE

Igor

Para quem não se lembra, no último capítulo o Silvino ganhou um programa na Rede Globo e teria que planejá-lo, montá-lo e apresentá-lo.

Como nesse mundo nada se cria, tudo se copia ¿ inclusive as piadas dessa história ¿ Silvino teve uma idéia. Nada original, mas teve uma idéia que infelizmente ou felizmente, não sei, depende de quem levou mais nessa, acabou em e mais polêmica na sua turbulenta carreira.

Silvino achava o máximo e copiou o programa daquele apresentador-que-fala-pára-pára-pára, especialmente o quadro em que ele colocava à prova a inteligência do Mané pobre e feio que ia arrumar um vazamento na casa de três ninfomaníacas lindas e semi-nuas, e ainda não desconfiava de nada. Sabe qual é, né?

Essa proposta não foi muito bem aceita, mas como o prazo estava estourando a Globo decidiu fazer o quadro no programa de estréia. O programa iria ao ar sábado à noite, e com isso, a emissora do plim-plim dominaria os programas humorísticos e bizarros desse horário. ¿Essa praça é nossa!¿ disse o Boni.

Mas sem avisar ninguém, o produtor substituiu as loiras do teste de fidelidade por loiras falsas. Tão falsas que uma delas se chamava Antônio. O Jagunço e a Esposa-chifruda estavam em seus postos, esperando o Mane pobre e feio entrar na casa para entrarem logo depois, e ai aquela coisa que você já sabe. Mas não foi bem assim que aconteceu. Alguém lá em cima resolveu pegar o Silvino para Cristo, e arranjou uma das maiores coincidências já registradas pela TV. Quase um milagre.

Um programa de pegadinhas de uma outra emissora vagabunda tinha combinado com esse mesmo encanador Mané pobre e feio de quem atenderia o próximo chamado não seria ele, mas sim aquele outro apresentador-que-fala-glu-glu-glu, e pregaria suas peças engraçadíssimas, respeitosas e inteligentes no cliente. A mulher na Globo e o marido na emissora vagabunda. Linha cruzada de pegadinha. Audiência ao quadrado.

O apresentador-que-fala-glu-glu-glu chegou na casa e se deparou com a loira de 1,80m e de gogó avantajado. Logo que ela começou a se insinuar o apresentador-que-fala-glu-glu-glu, muito malandro, lascou um beijo na boca do traveco, que involuntariamente deixou sua identidade vir à tona. E que identidade!

Quando ele percebeu o tamanho do engano que havia cometido quis estrangular o bofe. Pelo pescoço de baixo. Imediatamente entra o Silvino e o Jagunço para salvar a donzela daquela violência. O apresentador-que-fala-glu-glu-glu ao ver o Silvino, seu companheiro de picadas de uns capítulos atrás, lhe traindo daquela forma, quis matá-lo também. Com a agressão sofrida, o traveco também ficou muito macho, queria matar o apresentador-que-fala-glu-glu-glu. Boni quis se matar por ter deixado aquilo acontecer. O Jagunço também queria matar, mas até àquela hora não sabia quem.

Antes que virasse uma carnificina, o que seria muito bom pra nós, a polícia interveio. Silvino virou refém do seu ex-colega malandro que ameaçava cortar a cabeça do astro fora. Ele exigia a destruição das fitas daquele programa constrangedor. O traveco se fez de refém dele mesmo, e ameaçou cortar a sua cabeça fora. Ele exigia a exibição das fitas na TV. Espertinho, eleja queria cortar a cabeça fora faz tempo. O Jagunço ameaçava cortar a cabeça do produtor fora. Mas ele não exigia nada.

Estava feito um impasse. Como acalmar as partes? Horas depois a policia queria entrar e matar todo mundo. O apresentador-que-fala-pára-pára-pára que veio cobrir a matéria queria que a polícia entrasse e matasse todo mundo. Até o Jagunço queria que a polícia entrasse e matasse todo mundo. Só quem não queria era o apresentador-do-pintinho-amarelinho. Ele queria ganhar tempo para posicionar suas câmeras e registrar a policia entrando e matando todo mundo.

Foi aí que aconteceu uma surpresa...

2:30 PM

Falaí!: Quinta-feira, Julho 01, 2004  
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Quando eu soltar a minha voz, por favor, entenda.



Pelas barbas de Jim Morrison! Estou cabisbaixo. Desgostoso. Sem esperanças. Percebi que tenho uma voz de gralha e não há nada que eu possa fazer para mudar. E só para azucrinar os ouvidos alheios, eu adoro cantar. Sou até vocalista de uma banda. Vê se pode!

Oh! Elvis, seria melhor eu ser um caminhoneiro? Será que toda vez que eu abrir minha garganta, as testas têm que se fecharem, franzidas, como quem leva um chute na canela auricular. Eu estudo musica há algum tempo, tenho um ouvido excelente, um certo talento e sou até afinado, já melhorei bastante, me dedico muito, Ed Verddade. Mas me dei conta que só isso não basta.

A minha voz é anasalada. Além disso, é grave, o que torna as notas agudas mais esguelantes que o normal, parece uma sirene. Me chamem de Horro Vox, vocalista do UUUUUUH! 2.

Os caras da minha banda são bons, estudam bastante, são virtuosos, e criativos. Eu acompanho todos eles nessa parte, e com muito esforço, abusando um pouquinho da caridade das pessoas, consigo até arrancar umas palminhas tímidas.

Frank Sinatra que me livre, mas quando vocês me ouvirem cantar, façam como disse Jesus Jones: Não se zanguem. Mostrem a outra orelha.

Só não cantem comigo. Detesto gente desafinada!

2:13 PM

 
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